Agência Repórter Social

Apresentação

Em pauta, a sociedade brasileira. As mobilizações do terceiro setor, dos movimentos sociais, as ações responsáveis do empresariado, o dia-a-dia das decisões do setor público. O projeto Repórter Social - uma agência de notícias e pautas, entre outros serviços jornalísticos - visa ampliar o número de reportagens, em rádio, jornais e televisão, sobre miséria. Sobre educação e saúde. Sobre habitação e terra, ecologia e trabalho, direitos humanos - direitos de índios, mulheres, negros e crianças.

Em cada um desses temas há uma dinâmica diária no Brasil. Um conflito, um debate em universidade ou numa assembléia legislativa, uma ação de prefeitura, governo estadual ou federal. São milhões de brasileiros mobilizados. Mas a divulgação ou é dispersa ou inexiste. Condensar, agrupar em um mesmo espaço esse pulsar da cena social brasileira, com linguagem objetiva e sem preferências ideológicas, eis nossa proposta de trabalho.

O site tem como um de seus corações uma agenda social, cronológica, a Agenda Cidadania, sempre de olho no que vai acontecer no país nas próximas horas e dias. Seu cenário são as cinco regiões do Brasil. Em meio ao trabalho cotidiano dos governos e movimentos sociais emerge, esquecida, despercebida, uma gigantesca agenda diária. Com ela, um universo de pautas.

Com algumas exceções, como parte das ações do governo federal, são raros os eventos da área social que chegam aos formadores de opinião com razoável antecedência. Há casos importantes em que o número de jornalistas presentes não passa de zero. Ações sociais de empresas ainda ganham divulgação por suas assessorias de imprensa - mas mesmo esse trabalho enfrenta o problema da dispersão.

As notícias da Agência Repórter Social têm como base - sem que aí se esgotem - a própria Agenda Cidadania. Somos os primeiros repórteres de nossas pautas. Essa cobertura, sintética, visa indicar aos jornalistas mais pautas e sugestões.

Jornalismo Socialmente Responsável

A maior parte das ações sociais não tem um assessor de imprensa. Cabe a uma empresa jornalística socialmente responsável perceber essa distorção na balança do poder e oferecer uma compensação aos brasileiros. As editorias de finanças e negócios não são mais importantes que as notícias sobre índios e mulheres, por exemplo.

Em cada um dos 365 dias do ano há um fórum social a ser redescoberto pelo Brasil. São protestos, seminários, inaugurações, lançamentos, reuniões, audiências, passeatas, que clamam por ser enumerados, integrados em um mesmo corpo editorial e divulgados em bloco para a imprensa.

A Agência Repórter Social encara as ações do setor público como prioritárias. Nas Assembléias e Câmaras multiplicam-se comissões de meio ambiente, direitos humanos, educação - solenemente ignoradas por conta de desinformação ou coberturas viciadas das estruturas de poder. Prefeituras e governos estaduais, de esquerda ou de direita, realizam ações na área social, até por obrigação constitucional. É preciso conhecê-las melhor.

A circulação de informações sociais ainda é precária na grande imprensa, presa entre o entretenimento e a camisa-de-força financista. Mas essa mesma imprensa abriga uma tradição de objetividade - ao menos na linguagem - que seguimos como padrão. A opinião fica para depois - e na própria escolha dos temas.

Ampliar e horizontalizar o universo de fontes, eis um de nossos eixos. E nosso compromisso. Mais pessoas precisam ser ouvidas sobre os rumos da sociedade brasileira. No terceiro setor, sem dúvida - e também nos movimentos sociais. Entre os empresários, com certeza - aqueles que perceberam a urgência do combate à desigualdade. Nos governos, todos eles - e não somente aqueles mais capazes de atingir a mídia.

Notícias de economia e política também estão presentes em nosso noticiário. Mas sempre com a consciência jornalística de que os fatos envolvem vidas humanas na outra ponta. Fontes da área social - ou com elas compromissadas - repercutirão temas de orçamento, de macroeconomia. A necessidade de democratização da informação passa ainda por uma cobertura atenta de comunicação e cultura.

Partimos da convicção de que o viés financista da imprensa brasileira precisa ser cada vez mais recheado por um olhar sobre o homem brasileiro. Aquele que reinventa diariamente sua cidadania. Um olhar não somente para o indivíduo, visto ainda de modo ocasional, episódico pela mídia - quando há um incêndio em uma favela, uma morte em presídio, um massacre. Mas para o ator social, o primeiro dos pauteiros e o personagem principal deste País.

Alceu Luís Castilho, Cristina Charão, Fabio de Castro, Flávio Cintra do Amaral e Uilson Paiva
Editores-executivos


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